domingo, 20 de abril de 2014

Estamos criando filhos(as) doentes?


   Nos dias atuais as principais angustias que assombram as mães e que venho escutando freqüentemente em meu consultório, são: “Tenho muito medo que meu filho não tenha limites, que ele faça escândalos no mercado ou no shopping”. “Tenho medo que meu filho fique cada vez mais violento e seja um desses casos que mata os próprios pais”.  “Será que meu filho vai ficar mais calmo e tranqüilo algum dia? Ele não para um segundo”. “Tenho medo que meu filho fique cada vez mais violento e sem limites, ele tem apenas um ano de idade e já me bate e não aceita quando o proíbo.”
      A atualidade nos oferece uma enxurrada de novas tecnologias que demandam toda nossa atenção, os celulares que já exercem todas as funções de um computador, seus milhares de aplicativos, os tablets, a própria televisão, tudo nos transborda com milhares de informações e ferramentas que podemos usar no dia a dia, e que aparecem como meios de nos favoreceram uma vida dinâmica com facilidades e comodismos.
     Mas será que toda essa tecnologia apenas nos trás ganhos? Qual será a relação entre as queixas das mães com relação ao desenvolvimento tecnológico?
Minha resposta seria, existe sim uma relação importantíssima e que não pode se deixada de lado. O fato da tecnologia demandar nossa atenção total, faz com que deixemos de gastar tempo de qualidade com as relações humanas, é muito comum hoje em dia vermos mães segurando seus bebês ao mesmo tempo em que mechem em seus aparelhos celulares, pais que deixam seus bebês e filhos na frente da TV como forma de ganharem mais tempo para poderem brincar com seus brinquedinhos eletrônicos.
    O excesso de novas tecnologias acelera nossa mente que vive em busca de inovações e de cada vez mais informações, no entanto, impedem nosso relaxamento e desligamento para que possamos usufruir da relações de proximidade com o outro, de afeto e de trocas emocionais.
     O fato da mulher ter entrado intensamente no mercado de trabalho e  de termos nos afastado de nossa família nuclear, também trazem questões a serem pensadas. Quando a mulher engravida e tem seu bebê, sua mente não mais fica focalizada no bebê, ela agora tem um emprego que a preocupa e divide sua atenção, as avós estão mais distantes ou também trabalhando, e a mulher acaba perdendo uma fonte de apoio muito importante. Claro que esta não é sua única fonte de apoio pois, a mulher neste momento sensível de pós-parto, deve contar com total apoio do marido, familiares e profissionais da saúde para dar conta de tantas modificações emocionais e aprendizados sobre a maternidade.
     Com todas essas mudanças sociais e tecnológicas, fica claro de onde vem as preocupações das mães em relação a seus filhos pois, a tecnologia, o trabalho e a falta de apoio nos afasta da convivência de qualidade com nossos filhos, temos que dar conta de milhares de tarefas que muitas vezes nos consomem.
    Desta forma nossos filhos(as) estão sim adoecendo mais, eles estão ficando hiperativos, violentos, birrentos, choram por qualquer frustração, gritam, esperneiam, batem, demandam tudo com rapidez, já que a TV, os jogos e os vídeo-games os fazem desenvolver uma mentalidade extremamente agitada e confusa.
     Tudo devido ao excesso de informações, de inovações tecnológicas, à falta de apoio, a concorrência com o mercado de trabalho, à falta de contato visual, de tranqüilidade, de calma e de tempo de qualidade, os pais não têm mais tempo e paciência para conversar, brincar, olhar nos olhos, oferecer carinho, e tentar traduzir o que os filhos estão sentindo, pois tudo está acontecendo de forma extremamente acelerada.
    Levanto aqui questões a serem refletidas pois, mudanças sociais, inovações tecnológicas trazem conseqüências ao desenvolvimento sadio do ser humano e devemos a todo momento levar em conta em que ambiente estamos vivendo e em que ambiente estamos educando nossos filhos.
     Para você a atualidade trás quais diferenças comparadas a sua infância?  O que você tenta dar a seus filhos, que você não teve quando criança? Quais serão as conseqüências dessas diferenças de criação e de ambiente?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Importância do apoio conjugal


   Um bebê trás consigo uma grande responsabilidade para quem o cuida, a mulher é considerada a pessoa ideal para cuidar pois, socialmente se determina que ela possui o dom da maternidade; estado este que possibilita a mulher conhecer o bebê e reconhecer suas necessidades.

   Após o nascimento do bebê a mulher irá arcar com a responsabilidade de manter o bebê vivo, ajudá-lo a crescer e se desenvolver. Com esta responsabilidade é necessário o sentimento de confiança e segurança para dar conta. Mas ao poder olhar o bebê e acompanhar seu desenvolvimento a mulher consegue aos poucos validar sua capacidade de cuidar e prover, o que indica portanto que se é uma mãe.

   A maioria das mãe diz que se sentiram mãe quando já estavam cuidando de seus bebês à meses, o que indica ser necessário primeiramente ter a experiência de ter total responsabilidade sobre outro ser para se adquirir a consciência de que se é mãe.
   Mas além de ser necessário este reconhecimento por parte da própria mulher, de que se é mãe e capaz, a mulher também necessita  da validação dos outros de que ela ocupa o lugar de mãe.
   Por isso as mulheres buscam uma rede de mulheres que as dê força, junto a outras mulheres é possível dividir as experiências e sentir o conforto em saber que não é apenas ela que passa por todas essas modificações, medos e aflições da maternidade.
   O companheiro também tem papel fundamental nesta fase, ele precisa estar preparado para ouvir as aflições da mulher e poder reconhecer que ela se tornou mãe e que tem as qualidades e responsabilidade necessária, caso a mulher passe por dificuldades o companheiro deverá assumir tal responsabilidade, mas sempre tentando auxiliar a mulher para que ela consiga ocupar o lugar de mãe.
   Algumas mulheres podem sofrer com a labilidade emocional que acompanha a gestação e puerpério, de modo que podem chegar a adoecer, sendo então necessário que o homem a apóie e auxilie até ela voltar a seu estado sadio. Muitas vezes a busca por um profissional especializado é necessário.
   Uma mulher só consegue ocupar o papel de mãe se houver apoio e acolhimento do companheiro pois, este período de extrema sensibilidade exige que a mulher seja confortada e se sinta segura na relação conjugal.
   Além disso o perpério é um momento de sensibilidade em que a mulher permanecerá em contato com o sentimento de amor, com o qual ela amará seu bebê  e se permitirá ser amada pelo bebê, momento este que é acompanhado do amor do companheiro que transmite segurança a nova triangulação que se estabelece.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Transição da posição de filha para a de Mãe


   Na semana passada falamos em geral das mudanças que a mulher sofre psiquicamente, hoje iremos falar mais especificamente sobre a mudança de papel familiar e sobre a importância do envolvimento da mulher em meio a outras mulheres.
   Durante a gravidez é muito comum a mulher se afastar do marido, ou das relações com homens para se aproximar mais de outras mulheres e principalmente de sua própria mãe, a fim de saber como ela foi uma mãe.
   Esta curiosidade sobre a própria mãe, muitas vezes vem carregada de fortes emoções pois a mulher neste momento de extrema sensibilidade consegue se lembrar, muito mais do que normalmente, sobre sua infância e experiências infantis, sendo necessário conversar com sua mãe sobre estas lembranças.
    Esta proximidade com a mãe irá permitir que experiências sejam trocadas, a futura mãe irá analisar se as concepções da mãe lhe servirão e molde ou se ela deseja criar novos meio de criar e educar seu filho(a).
   A mulher irá realizar um trabalho interno de mudança de papéis, onde ela irá passar do papel de filha para o papel de mãe, mudança esta que trás sentimentos ambíguos pois, há tristeza e luto por deixar de ser uma filha, ao mesmo tempo que há felicidade por ocupar o novo papel de mãe, papel este que também trás medo e insegurança.
  Ao ocupar um novo papel novas expectativas se colocam, sejam elas advindas da sociedade ou da família, ou seja, de todos os grupos sociais em que se convive. Para sociedade tornar-se mãe é um trabalho que toda mulher carrega em seu interior, de modo que não há escolas, mas espera-se que a mulher sozinha aprenda ou saiba intuitivamente como ser mãe.
   De certa forma é um processo pelo qual a mulher deve passar, para conseguir aceitar que ela deve seguir sua intuição, a mulher que trabalha normalmente está acostumada a ter uma organização e um raciocínio dominado pela razão, de forma que a gravidez leva a menta de mulher a entrar em contato com seu lado mais irracional, o lado intuitivo.
   Para muitas mulheres é difícil esta mudança de raciocínio e muitas vezes a intuição é deixada de lado, trazendo muita angustia e medo pois, um bebê trás a necessidade da espontaneidade, uma mente espontânea, onde a cada minuto se deve tomar uma decisão sem mesmo saber o que é certo, e sem ter estado nesta posição antes.
   Portanto pode levar um tempo até a mulher se adaptar a esta nova forma de agir, esta nova parte de sua identidade, mas o esforço deve ser em direção de deixar sua intuição tomar conta, seu amor e cuidado irão direcionar seus atos.
   De forma geral a mulher irá ocupar um lugar em que apenas outras mãe podem compartilhar tal experiência, é como se ao tornar-se mãe a mulher passasse a se identificar com todas as mães do mundo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A gravidez e o marido!



    Como falado na semana passada durante a gravidez a mulher pode se afastar do marido ou do próprio pai, a relação com outras mulheres se torna mais necessária, como meio de compartilhar experiências, medos e aflições.
     De acordo com algumas mulheres a gestação é um período em que o marido vira um receptáculo de sentimentos de raiva, mas para outras o marido pode gerar sentimentos de muito afeto, isto irá depender de cada mulher e da relação de cada uma com seus respectivos pais.
   De qualquer forma, neste momento o homem deixa de ser olhado por suas características de companheiro para ser visto a cerca de suas aptidões paternas, a mulher passa a se apaixonar pelas qualidades de um bom pai, no companheiro.
     Junto a esta mudança de visão há também uma certa diminuição do desejo sexual, o que é natural e pode ser vivido de forma tranqüila se o companheiro tiver a sensibilidade e o esforço de conhecer a linguagem e sentimentos que advêm da maternidade.
    De forma geral há uma diminuição na mulher sobre a ênfase na dinâmica sexual, na agressividade, na competição e na dominação, enquanto vêem à tona os sentimentos de cuidado, cooperação, e criatividade.
    Existe o conhecimento geral de que todos nós somos produtos da triangulação mãe, pai e filho(a),  mas esta triangulação muda de geração quando a filha engravida e se torna mãe. Agora a triangulação será você, seu companheiro e seu bebê que está a caminho.
    Esta nova triangulação trás a história da mãe junto a do companheiro, portanto há uma junção entre as histórias familiares que dará base a vida do bebê, portanto conversar com o companheiro sobre como ele foi criado, quais são suas concepções de educação e cuidado são o início de uma discussão a cerca do que o casal deseja para criar seu bebê.
   As discussões podem gerar felicidade, ao mesmo tempo em que podem gerar angustia devido as diferenças dos modos de pensar, mas quando se abre a porta para discussão há a possibilidade de transformação e conseqüentemente da busca por um ideal comum que de adéqüe as necessidades do bebê e do casal.
   Portanto conversar é a base para que o casal permaneça unido, tanto o homem quanto a mulher devem descrever as mudanças que estão percebendo, o que os frustram, o que desejam, quais são suas fantasias para chegada do bebê e quais são suas esperanças.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O nascimento de uma Mãe


   Como uma mãe nasce? Você já se perguntou isso? É muito fácil pensarmos no nascimento de um bebê, mas e a mãe, será que todas as mulheres já nascem mães, ou será algo que se desenvolve ao longo da vida?
   De acordo com o conhecimento psicológico, uma mãe tem que nascer  psicologicamente do mesmo modo que o bebê nasce fisicamente, ou seja, a mãe nasce na mente de uma mulher pois, muitas mudanças devem ocorrer no seu interno (física e mentalmente) para que um bebê nasça.
   É por isso que o bebê demora nove meses para nascer, para dar tempo do feto de formar e para dar tempo da mulher trabalhar e mudar sua mente até formar uma mente materna, este trabalho se prolonga até semanas ou meses apos o bebê nascer, já que depois do nascimento a mulher deve se adequar e aprender como cuidar de seu bebê.
   A mulher formula um novo repertório de sentimentos e comportamentos e durante semanas, meses ou anos este novo repertório, ou como chamarei aqui, mente materna irá prevalecer sob o antigo funcionamento individual de cada mulher.
   Após o nascimento do bebê a mente materna permanece em formação, sendo necessário que este estado ela domine, de modo que a mulher foca apenas em seu bebê, deixando de lado outros aspectos de sua vida, só assim a mulher consegue manter um relacionamento forte com seu bebê a fim de identificar suas necessidades a fim de satisfazer-las.
   Quando se tem um bebê a mente materna irá determinar, por certo período de tempo, o que se irá pensar sobre, seus medos, suas esperanças e suas fantasias. Esta experiência irá redirecionar a preferências e prazeres da mulher, seus valores, seus sentimentos e ações, de modo que seus relacionamentos poderão sofrer mudanças, a mulher poderá reavaliar suas amizades e necessitará redefinir seu papel na família.
   Mas será que esta nova organização mental permanecerá para o resto da vida da mulher? Ela se manterá ocupando o foco da mente da mulher para sempre?
   A resposta para estas perguntas é subjetiva a cada mulher, cada mulher funciona de um modo, de forma que a mente materna pode prevalecer durante semanas, meses, anos ou eternamente na mente de cada mulher.
   De certa forma a mente materna não desaparece, mas permanece “guardada” na mente da mulher e pode voltar a dominar sempre que necessário, seja com a vinda de outro bebê, seja nos momentos em que a criança está doente ou em perigo. No momento em que a mulher volta a pensar sobre voltar a trabalhar e coloca outras prioridades em sua vida, pode-se dizer que a mente materna recuou.
Iremos  refletir sobre as mudanças que a mulher sofre em sua mente ao longo da gestação e puerpério.        
    Ao longo das semanas apresentarei algumas mudanças.
    Mande sua opinião e dúvidas, todas serão respondidas com a ajuda de diversos profissionais.

sábado, 8 de setembro de 2012

Elogios e Críticas



     Você se lembra de momentos em que recebeu um elogio de seus pais? Elogios como: que lindo, está fantástico, bom(a) menina, você é extremamente inteligente. Ou de quando você fez algo de errado e seus pais o(a) criticaram usando termos julgativos?  Criticas como: que burrice, você não consegue mesmo fazer isto, está horrível, você não entende nada.
    Como já citado nos artigos Educar sem Culpa, criticar ou elogiar diretamente as crianças é bom, mas não o suficiente para auxiliar no desenvolvimento da auto-confiança e autonomia delas.
Muitos pais conseguem imediatamente, após a ação dos filhos, dizer: “adorei isto”, ou “não gostei”, “você é bom(a) menino(a)”, ou “você foi um(a) mal(á) menino(a)”. E como será que isso reflete nas crianças?
Ao receber um elogio, por exemplo, uma criança quebra um copo e quando sua mãe descobre e pergunta irritada quem foi o culpado, a criança ainda que com medo admite que foi ela quem quebrou. Imediatamente a mãe se aproxima e diz: “filho você é um bom menino, honesto e verdadeiro”.
Ao julgar que a criança é honesta, esta reflete sobre esta qualidade e se lembra que em alguns momentos não foi honesta, isto a deixa inquieta, angustiada pois, ela deseja que a mãe saiba que não é verdade que ela é sempre honesta. Por isso a criança poderá querer demonstrar que ela não é honesta o tempo todo, e faça algo de errado, ou minta para mãe em outra situação, exatamente para demonstrar isso, que ela não é um anjo.
Deste modo vemos como o julgamento, mesmo que positivo pode gerar angústia na criança e conseqüentemente gerar comportamentos ruins na tentativa de demonstrar algo a seus pais.
Mas se neste exemplo a mãe tivesse apenas descrito o que aconteceu, o resultado poderia ser outro. Se a mãe dissesse: “filho vejo como foi difícil você me dizer a verdade, vendo que eu estava tão brava”. Após este comentário provavelmente a criança se sentirá satisfeita com a descrição e em outro episódio semelhante ela poderá dizer a verdade novamente, ou poderá antes mesmo da mãe descobrir, contar a ela que quebrou um copo pois, ela aprendeu que dizer a verdade foi aceito e reconhecido pela sua família, de modo que manter este comportamento passa a ser importante para criança e não gera angústias.
E a crítica? Como esta faz a criança se sentir? Vamos ver outro exemplo.
Uma criança não consegue fazer a lição de casa e responde as questões todas erradas, quando seu pai olha seu caderno para ver se o filho fez a lição e vê todas as respostas erradas, ele diz: “Nossa, isto aqui está horrível, você não sabe nada”.
Isto gera desconforto na criança, ela se sente triste e incapaz, e na próxima lição que ela tiver que fazer seu sentimento poderá ser, já que eu não sei de nada, não irei nem tentar, pois não tentar indica que não irei me frustrar caso não consiga fazer. Uma criança com este tipo de pensamento, acaba tendo baixa auto-estima, insegurança e não consegue se engajar em atividades novas por achar que nunca será capaz.
Porém se o pai tivesse descrito o que viu, a criança poderia se desenvolver diferente. Se o pai dissesse: “Filho estou vendo seu caderno e as respostas estão erradas, parece que você tentou, mas teve dificuldade em fazer esta lição”.
Esta descrição permite que o filho relate sua dificuldade e tenha esta dificuldade reconhecida pelo seu pai, a partir do reconhecimento é possível planejar uma resolução. A criança poderá se sentir segura para então pedir ajuda a alguém, ou até se sentir segura para tentar fazer a lição novamente, ou seja, ela se sentirá capaz para tentar, ao mesmo tempo que terá um auto conhecimento sobre sua dificuldade, sabendo assim que terá que se esforçar mais para aprender a matéria.
Além da descrição permitir que as crianças desenvolvam suas capacidades, ela também possibilita que a autonomia delas se desenvolvam pois, a descrição favorece que a criança continue fazendo suas experiências por si mesma, já que ela passa a se conhecer a partir do olhar dos pais.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Depressão Pós-Parto




Uma das doenças que mais acomete as mulheres que acabaram de ter bebê é a Depressão Pós-Parto, esta patologia decorre de diversos fatores que ainda estão sendo estudados.
        De acordo com estes estudo a Depressão Pós-Parto pode acontecer devido ao decurso da gravidez, ao parto, a idade da mulher, ao tipo de relacionamento com a mãe, ao temperamento do bebê, a saúde física dele, ao relacionamento conjugal e ao apoio social e familiar.
     No pós-parto a relação conjugal sofre algumas modificações, pelo fato da mãe ter que focar no bebê, a relação com o companheiro fica mais distante, sofrendo até uma diminuição ou interrompimento das relações sexuais.
      Mas mesmo sofrendo um distanciamento o relacionamento não deve cessar pois, o apoio e presença do conjugue é fundamental para que a mulher se sinta protegida e cuidada neste período que ela deve dar conta de cuidar e reconhecer as necessidades do bebê. Tanto que o afastamento do companheiro é um fator que pode influenciar no desenvolvimento da Depressão Pós-arto.
   Mulheres que sofreram de depressão durante a gravidez tem também maior probabilidade de sofrerem de Depressão Pós-Parto, o uso de álcool e outras substâncias tóxicas também podem influenciar, junto as condições socioeconômicas, ao nível de suporte social e problemas relacionais. Ter um bebê diferente daquele imaginado ou doente pode também interferir.
  Os sintomas mais comuns são: irritabilidade, choro freqüente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, sensação de ser incapaz de lidar com novas situações, bem como queixas psicossomáticas. Este sintomas surgem geralmente entre a quarta e a oitava semana após o parto, atingindo entre 10 a 15% das mulheres nos primeiros 2/3 meses do pós-parto, podendo persistir, em até 70% das mães, durante pelo menos os 6 primeiros meses de vida do bebê.
   Se você tiver estes sintomas tanto na gestação quanto no pós-parto é necessário buscar a ajuda de profissionais como Psiquiatras e Psicólogos pois, este estado pode impossibilitar o cuidado do bebê podendo chegar até a agressão física.
   Deste modo fica claro como a Depressão pós-parto é uma doença séria e deve ser tratada o mais rápido possível para que não hajam conseqüências sérias.