quarta-feira, 27 de junho de 2012

Angústias da gestação


                        
   
   Um teste demonstra que você está grávida, e agora? Diversas emoções tomam conta de você, a felicidade, o susto, o medo a angústia.....
   Tanto uma mulher que fica grávida pela primeira vez quanto uma mãe em sua terceira gestação, sentem as mesmas emoções, medos e angústias pois, cada gestação é única.
   Além dos diversos sentimentos a mulher também deve dar conta das mudanças que seu corpo e funcionamento sofrem.  No primeiro trimestre a mãe produz um oceano de hormônios que servem para preparar o corpo para gestação. Esta enxurrada de hormônios gera sonolência, enjôos, oscilação do humor e dor nos seios.
   Em meio a tantas mudanças, sintomas, choros, irritação, sorrisos e preocupação, a mulher fica extremamente sensível necessitando de apoio do companheiro e da família.
   A mulher precisa além de se adequar as modificações de seu corpo, se preparar para ter um novo papel em sua vida, já que ela passará do papel de filha para o de mãe. E quantas dúvidas e angústias esse novo papel trás? Medo de não ser capaz de cuidar do bebê, medo de não ser uma boa mãe, medo de não saber o que o bebê necessitará, medo de não ser a mãe que sempre idealizou em suas brincadeiras quando criança...
   Já no segundo trimestre a mãe começa a sentir o bebê se mexendo, o que trás grande alegria e constatação de que o bebê realmente existe, e assim torna possível  a vinculação com ele.
   Mas sentir o bebê também trás medos pois, o bebê se torna mais real e a mãe se sente mais pressionada a saber ser uma boa mãe. Neste período é comum a gestante se lembrar como  foi cuidada quando bebê, como foi educada e fazer comparações com como ela deseja criar este seu bebê. Junto ao companheiro é o momento de discutir como cada um deseja cuidar do bebê e organizar funções.
   E alguns desconfortos corporais ainda são sentidos, como inchaço, falta de ar, azia e intestino preso.
   Já no terceiro trimestre o corpo vai se preparando para o parto e, gerando dificuldade para dormir, pois a mãe deve se preparar para passar noites acordada, e dores nas costas. Além disso se intensificam os medos,  do parto, se tudo ocorrerá bem, se será parto normal ou cesárea, se irá doer, se a equipe medica será eficiente e cuidadosa, etc...
   Os medos do parto se juntam a ansiedade em saber se a mulher dará conta de cuidar do bebê, se conseguirá amamentar, junto a expectativa de ver o bebê, pegá-lo, checar se ele é perfeito se imaginou.
   Vimos quantas alterações corporais, emocionais e de papel a mulher sofre durante a gestação, por isso é muito importante a presença de um companheiro e da família para conversar sobre estes medos e angústias, e quando estas se mantém intensas a procura de um profissional é necessária.



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