quarta-feira, 13 de junho de 2012


                                             Perguntas que afligem.   
   Sabe aquele momento em que seu filho(a) te faz uma pergunta e você não tem a menor idéias de como responder? Ou ele(a) faz perguntas que te deixam com vergonha e você acaba dando respostas curtas e as vezes sem sentido apenas para não falar mais sobre o assunto?
   As perguntas infantis podem trazer angústias aos pais e medo por  estes acharem que devem responder de maneira correta sempre. Mas será que temos todas as respostas? Sabemos sobre tudo? Devemos estar sempre certos?
   As crianças em seu desenvolvimento devem ver os pais como pessoas possuidoras do saber absoluto, isso as faz se sentirem seguras, e isso elas fazem em sua fantasia e sem precisar da ajuda dos pais.Mas chega um momento em que é necessários que os pais demonstrem que isto é apenas uma fantasia e que todos os pais tem seus limites e nem sempre saberão tudo.
   Portanto, falar algo como: “Filho(a) sobre este assunto eu não tenho conhecimento, mas podemos pesquisar juntos” é um meio de demonstrar que você não é um(a) super herói com todas as respostas, ao mesmo tempo que você incentiva seu filho(a) a buscar respostas.
   É fundamental que a criança tenha incentivos em procurar, pesquisar e buscar respostas ou alternativas para resolução de problemas, isso fortalece a autonomia deles.
   Uma outra forma de responder as crianças é devolver a pergunta. Crianças entre 3 e 5 anos ainda tem muita criatividade e fantasia, portanto ao você devolver a pergunta respostas engraçadas surgirão. Mas este meio possibilitará o desenvolvimento do uso do raciocínio da criança.
   Pois, uma criança estimulada a pensar sobre suas dúvidas se desenvolve com maior facilidade para refletir e achar soluções no futuro, ou seja, seu raciocínio é desenvolvido e se torna fácil. Ao contrário de você dar respostas prontas que impedem a criança de raciocinar, a frustram e as fazem perder o interesse.
   Por exemplo, uma criança pergunta a mãe: “Mãe porque o céu é azul? “
   A mãe responde: “Filha está é uma pergunta interessante, o que você acha?”
   Filha: “Acho que o céu é cheio de algodão doce, por isso é azul”
   A resposta da filha pode não ser correta, mas em sua idade talvez ela ainda não tenha a capacidade para compreender a real explicação, portanto continuar em sua fantasia é saudável e a faz praticar o raciocínio, que no futuro se modificará pela obtenção de novas capacidades.
   Um filho perguntou para mãe: “Mãe, dois dos meus amigos virão aqui em casa hoje, você acha que eles vão se dar bem?”
   A mãe respondeu: “Que interessante filho, mas o que você acha que irá acontecer?”
   Filho: “Eu acho que primeiro eles vão brigar e depois vão fazer as pazes.”
   Este tipo de comunicação permitiu que o filho raciocinasse, desenvolvesse sua habilidade de pensar e refletir, ao mesmo tempo que o preparou para coisas futuras que podem vir a acontecer.
   Portanto devolver a pergunta ou estimular seu filho(a) a buscar respostas auxilia a criança a desenvolver sua habilidade de raciocinar e a buscar respostas por si, desenvolvendo assim sua autonomia.

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