Como uma mãe nasce? Você já se perguntou
isso? É muito fácil pensarmos no nascimento de um bebê, mas e a mãe, será que
todas as mulheres já nascem mães, ou será algo que se desenvolve ao longo da
vida?
De acordo com o conhecimento psicológico,
uma mãe tem que nascer
psicologicamente do mesmo modo que o bebê nasce fisicamente, ou seja, a
mãe nasce na mente de uma mulher pois, muitas mudanças devem ocorrer no seu
interno (física e mentalmente) para que um bebê nasça.
É por isso que o bebê demora nove meses
para nascer, para dar tempo do feto de formar e para dar tempo da mulher
trabalhar e mudar sua mente até formar uma mente materna, este trabalho se
prolonga até semanas ou meses apos o bebê nascer, já que depois do nascimento a
mulher deve se adequar e aprender como cuidar de seu bebê.
A mulher formula um novo repertório de
sentimentos e comportamentos e durante semanas, meses ou anos este novo
repertório, ou como chamarei aqui, mente materna irá prevalecer sob o antigo
funcionamento individual de cada mulher.
Após o nascimento do bebê a mente materna
permanece em formação, sendo necessário que este estado ela domine, de modo que
a mulher foca apenas em seu bebê, deixando de lado outros aspectos de sua vida,
só assim a mulher consegue manter um relacionamento forte com seu bebê a fim de
identificar suas necessidades a fim de satisfazer-las.
Quando se tem um bebê a mente materna irá
determinar, por certo período de tempo, o que se irá pensar sobre, seus medos,
suas esperanças e suas fantasias. Esta experiência irá redirecionar a
preferências e prazeres da mulher, seus valores, seus sentimentos e ações, de
modo que seus relacionamentos poderão sofrer mudanças, a mulher poderá
reavaliar suas amizades e necessitará redefinir seu papel na família.
Mas será que esta nova organização mental
permanecerá para o resto da vida da mulher? Ela se manterá ocupando o foco da
mente da mulher para sempre?
A resposta para estas perguntas é
subjetiva a cada mulher, cada mulher funciona de um modo, de forma que a mente
materna pode prevalecer durante semanas, meses, anos ou eternamente na mente de
cada mulher.
De certa forma a mente materna não
desaparece, mas permanece “guardada” na mente da mulher e pode voltar a dominar
sempre que necessário, seja com a vinda de outro bebê, seja nos momentos em que
a criança está doente ou em perigo. No momento em que a mulher volta a pensar
sobre voltar a trabalhar e coloca outras prioridades em sua vida, pode-se dizer
que a mente materna recuou.
Iremos refletir sobre as mudanças que a mulher sofre em sua mente
ao longo da gestação e puerpério.
Ao longo das semanas apresentarei algumas
mudanças.
Mande sua opinião e dúvidas, todas serão
respondidas com a ajuda de diversos profissionais.

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