segunda-feira, 29 de abril de 2013

Importância do apoio conjugal


   Um bebê trás consigo uma grande responsabilidade para quem o cuida, a mulher é considerada a pessoa ideal para cuidar pois, socialmente se determina que ela possui o dom da maternidade; estado este que possibilita a mulher conhecer o bebê e reconhecer suas necessidades.

   Após o nascimento do bebê a mulher irá arcar com a responsabilidade de manter o bebê vivo, ajudá-lo a crescer e se desenvolver. Com esta responsabilidade é necessário o sentimento de confiança e segurança para dar conta. Mas ao poder olhar o bebê e acompanhar seu desenvolvimento a mulher consegue aos poucos validar sua capacidade de cuidar e prover, o que indica portanto que se é uma mãe.

   A maioria das mãe diz que se sentiram mãe quando já estavam cuidando de seus bebês à meses, o que indica ser necessário primeiramente ter a experiência de ter total responsabilidade sobre outro ser para se adquirir a consciência de que se é mãe.
   Mas além de ser necessário este reconhecimento por parte da própria mulher, de que se é mãe e capaz, a mulher também necessita  da validação dos outros de que ela ocupa o lugar de mãe.
   Por isso as mulheres buscam uma rede de mulheres que as dê força, junto a outras mulheres é possível dividir as experiências e sentir o conforto em saber que não é apenas ela que passa por todas essas modificações, medos e aflições da maternidade.
   O companheiro também tem papel fundamental nesta fase, ele precisa estar preparado para ouvir as aflições da mulher e poder reconhecer que ela se tornou mãe e que tem as qualidades e responsabilidade necessária, caso a mulher passe por dificuldades o companheiro deverá assumir tal responsabilidade, mas sempre tentando auxiliar a mulher para que ela consiga ocupar o lugar de mãe.
   Algumas mulheres podem sofrer com a labilidade emocional que acompanha a gestação e puerpério, de modo que podem chegar a adoecer, sendo então necessário que o homem a apóie e auxilie até ela voltar a seu estado sadio. Muitas vezes a busca por um profissional especializado é necessário.
   Uma mulher só consegue ocupar o papel de mãe se houver apoio e acolhimento do companheiro pois, este período de extrema sensibilidade exige que a mulher seja confortada e se sinta segura na relação conjugal.
   Além disso o perpério é um momento de sensibilidade em que a mulher permanecerá em contato com o sentimento de amor, com o qual ela amará seu bebê  e se permitirá ser amada pelo bebê, momento este que é acompanhado do amor do companheiro que transmite segurança a nova triangulação que se estabelece.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Transição da posição de filha para a de Mãe


   Na semana passada falamos em geral das mudanças que a mulher sofre psiquicamente, hoje iremos falar mais especificamente sobre a mudança de papel familiar e sobre a importância do envolvimento da mulher em meio a outras mulheres.
   Durante a gravidez é muito comum a mulher se afastar do marido, ou das relações com homens para se aproximar mais de outras mulheres e principalmente de sua própria mãe, a fim de saber como ela foi uma mãe.
   Esta curiosidade sobre a própria mãe, muitas vezes vem carregada de fortes emoções pois a mulher neste momento de extrema sensibilidade consegue se lembrar, muito mais do que normalmente, sobre sua infância e experiências infantis, sendo necessário conversar com sua mãe sobre estas lembranças.
    Esta proximidade com a mãe irá permitir que experiências sejam trocadas, a futura mãe irá analisar se as concepções da mãe lhe servirão e molde ou se ela deseja criar novos meio de criar e educar seu filho(a).
   A mulher irá realizar um trabalho interno de mudança de papéis, onde ela irá passar do papel de filha para o papel de mãe, mudança esta que trás sentimentos ambíguos pois, há tristeza e luto por deixar de ser uma filha, ao mesmo tempo que há felicidade por ocupar o novo papel de mãe, papel este que também trás medo e insegurança.
  Ao ocupar um novo papel novas expectativas se colocam, sejam elas advindas da sociedade ou da família, ou seja, de todos os grupos sociais em que se convive. Para sociedade tornar-se mãe é um trabalho que toda mulher carrega em seu interior, de modo que não há escolas, mas espera-se que a mulher sozinha aprenda ou saiba intuitivamente como ser mãe.
   De certa forma é um processo pelo qual a mulher deve passar, para conseguir aceitar que ela deve seguir sua intuição, a mulher que trabalha normalmente está acostumada a ter uma organização e um raciocínio dominado pela razão, de forma que a gravidez leva a menta de mulher a entrar em contato com seu lado mais irracional, o lado intuitivo.
   Para muitas mulheres é difícil esta mudança de raciocínio e muitas vezes a intuição é deixada de lado, trazendo muita angustia e medo pois, um bebê trás a necessidade da espontaneidade, uma mente espontânea, onde a cada minuto se deve tomar uma decisão sem mesmo saber o que é certo, e sem ter estado nesta posição antes.
   Portanto pode levar um tempo até a mulher se adaptar a esta nova forma de agir, esta nova parte de sua identidade, mas o esforço deve ser em direção de deixar sua intuição tomar conta, seu amor e cuidado irão direcionar seus atos.
   De forma geral a mulher irá ocupar um lugar em que apenas outras mãe podem compartilhar tal experiência, é como se ao tornar-se mãe a mulher passasse a se identificar com todas as mães do mundo.