Na semana passada falamos em geral das
mudanças que a mulher sofre psiquicamente, hoje iremos falar mais
especificamente sobre a mudança de papel familiar e sobre a importância do
envolvimento da mulher em meio a outras mulheres.
Durante a gravidez é muito comum a mulher
se afastar do marido, ou das relações com homens para se aproximar mais de
outras mulheres e principalmente de sua própria mãe, a fim de saber como ela
foi uma mãe.
Esta curiosidade sobre a própria mãe,
muitas vezes vem carregada de fortes emoções pois a mulher neste momento de
extrema sensibilidade consegue se lembrar, muito mais do que normalmente, sobre
sua infância e experiências infantis, sendo necessário conversar com sua mãe
sobre estas lembranças.
Esta proximidade com a mãe irá permitir
que experiências sejam trocadas, a futura mãe irá analisar se as concepções da
mãe lhe servirão e molde ou se ela deseja criar novos meio de criar e educar
seu filho(a).
A mulher irá realizar um trabalho interno
de mudança de papéis, onde ela irá passar do papel de filha para o papel de
mãe, mudança esta que trás sentimentos ambíguos pois, há tristeza e luto por
deixar de ser uma filha, ao mesmo tempo que há felicidade por ocupar o novo
papel de mãe, papel este que também trás medo e insegurança.
Ao ocupar um novo papel novas
expectativas se colocam, sejam elas advindas da sociedade ou da família, ou
seja, de todos os grupos sociais em que se convive. Para sociedade tornar-se
mãe é um trabalho que toda mulher carrega em seu interior, de modo que não há
escolas, mas espera-se que a mulher sozinha aprenda ou saiba intuitivamente
como ser mãe.
De certa forma é um processo pelo qual a
mulher deve passar, para conseguir aceitar que ela deve seguir sua intuição, a
mulher que trabalha normalmente está acostumada a ter uma organização e um
raciocínio dominado pela razão, de forma que a gravidez leva a menta de mulher
a entrar em contato com seu lado mais irracional, o lado intuitivo.
Para muitas mulheres é difícil esta
mudança de raciocínio e muitas vezes a intuição é deixada de lado, trazendo
muita angustia e medo pois, um bebê trás a necessidade da espontaneidade, uma
mente espontânea, onde a cada minuto se deve tomar uma decisão sem mesmo saber
o que é certo, e sem ter estado nesta posição antes.
Portanto pode levar um tempo até a mulher
se adaptar a esta nova forma de agir, esta nova parte de sua identidade, mas o
esforço deve ser em direção de deixar sua intuição tomar conta, seu amor e
cuidado irão direcionar seus atos.
De forma geral a mulher irá ocupar um
lugar em que apenas outras mãe podem compartilhar tal experiência, é como se ao
tornar-se mãe a mulher passasse a se identificar com todas as mães do mundo.
