segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Transição da posição de filha para a de Mãe


   Na semana passada falamos em geral das mudanças que a mulher sofre psiquicamente, hoje iremos falar mais especificamente sobre a mudança de papel familiar e sobre a importância do envolvimento da mulher em meio a outras mulheres.
   Durante a gravidez é muito comum a mulher se afastar do marido, ou das relações com homens para se aproximar mais de outras mulheres e principalmente de sua própria mãe, a fim de saber como ela foi uma mãe.
   Esta curiosidade sobre a própria mãe, muitas vezes vem carregada de fortes emoções pois a mulher neste momento de extrema sensibilidade consegue se lembrar, muito mais do que normalmente, sobre sua infância e experiências infantis, sendo necessário conversar com sua mãe sobre estas lembranças.
    Esta proximidade com a mãe irá permitir que experiências sejam trocadas, a futura mãe irá analisar se as concepções da mãe lhe servirão e molde ou se ela deseja criar novos meio de criar e educar seu filho(a).
   A mulher irá realizar um trabalho interno de mudança de papéis, onde ela irá passar do papel de filha para o papel de mãe, mudança esta que trás sentimentos ambíguos pois, há tristeza e luto por deixar de ser uma filha, ao mesmo tempo que há felicidade por ocupar o novo papel de mãe, papel este que também trás medo e insegurança.
  Ao ocupar um novo papel novas expectativas se colocam, sejam elas advindas da sociedade ou da família, ou seja, de todos os grupos sociais em que se convive. Para sociedade tornar-se mãe é um trabalho que toda mulher carrega em seu interior, de modo que não há escolas, mas espera-se que a mulher sozinha aprenda ou saiba intuitivamente como ser mãe.
   De certa forma é um processo pelo qual a mulher deve passar, para conseguir aceitar que ela deve seguir sua intuição, a mulher que trabalha normalmente está acostumada a ter uma organização e um raciocínio dominado pela razão, de forma que a gravidez leva a menta de mulher a entrar em contato com seu lado mais irracional, o lado intuitivo.
   Para muitas mulheres é difícil esta mudança de raciocínio e muitas vezes a intuição é deixada de lado, trazendo muita angustia e medo pois, um bebê trás a necessidade da espontaneidade, uma mente espontânea, onde a cada minuto se deve tomar uma decisão sem mesmo saber o que é certo, e sem ter estado nesta posição antes.
   Portanto pode levar um tempo até a mulher se adaptar a esta nova forma de agir, esta nova parte de sua identidade, mas o esforço deve ser em direção de deixar sua intuição tomar conta, seu amor e cuidado irão direcionar seus atos.
   De forma geral a mulher irá ocupar um lugar em que apenas outras mãe podem compartilhar tal experiência, é como se ao tornar-se mãe a mulher passasse a se identificar com todas as mães do mundo.